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Homeopatia

Definição e Princípios Gerais

“A missão do médico é restabelecer a saúde no doente, para que o espírito dotado de razão possa atender aos mais altos fins da sua existência.”

O que é Homeopatia?

A Homeopatia, dentre outras expressões culturais médicas, é uma Medicina no sentido global desse entendimento, abrangendo conceitos próprios como Saúde, Doença, Terapêutica; faz-se reger por Leis e Princípios, como uma Ciência que é e se exerce através de uma Técnica e de uma Arte que a tornam praticável e lhe dão um toque profundamente humano.

 

Princípios Gerais da Homeopatia

Lei dos semelhantes – “Similia Similibus Curentur” ( Os semelhantes que se curem pelos semelhantes). Essa é uma Lei da natureza, observada e interpretada anteriormente por alguns dos maiores pensadores médicos, como por Hipócrates e Paracelsus.

Parágrafo 26 (Organon da Arte de Curar – Samuel Hahnemann)

“… Uma Afecção dinâmica mais fraca é extinta de modo permanente no organismo vivo por outra mais forte, quando esta última ( embora de espécie diferente) seja muito semelhante à primeira em suas manifestações (*).

(*) Assim se curam tanto as afecções físicas como os males morais. Como é que nas primeiras horas da madrugada o brilhante Júpiter desaparece da vista do observador? Por uma potência muito semelhante, mais forte agindo no nervo óptico, o brilho do dia que se aproxima … ”

Vitalismo – é a filosofia que sustenta a homeopatia. Define-se como a Condição que rege e harmoniza o ser vivo, fenômeno imaterial que inexiste na substância morta e que caracteriza a vida. Que diferencia os vivos dos mortos.

Experimentação no Ser Humano São – Constitui-se na viga mestra da ciência homeopática. A experimentação das drogas no ser humano são ( não em pessoas hospitalizadas ou enfermas), determina quais respostas diferentes organismos dão ao estímulo de uma mesma droga, caracterizando esses organismos conforme seus diferentes “terrenos” e desvendando que ações apresentam as drogas agindo sobre organismos em condições experimentais controladas. Segundo Hahnemann, essas experimentações devem ser feitas em seres humanos e não em outros animais (cobaias), porque o ser humano se diferencia completamente dos demais animais, principalmente pela sua complexa condição mental. Assim como não devem ser feitas in vitro (em tubos de ensaio ou em placas de payer), nos laboratórios, pois o organismo humano e suas reações em nada se assemelha a esses recipientes.

John Stuart Mill (Filósofo e Economista inglês, um dos pensadores liberais mais influentes do séc. XIX) havia afirmado: “Para tratar os animais, experiências nesses animais. Para tratar do ser humano, experiências em seres humanos.”

Dra. Nise da Silveira (Psiquiatra brasileira e discípula de Jung), durante toda a sua prática médica e até o último ano de sua vida (1999), lutou para acabar com as experimentações nos animais.

No DVD não matarás, do Instituto Nina Rosa, podemos conferir vários tipos de torturas impostas aos animais, em nome da “Ciência”.

Para maior entendimento, ler Organon da Arte de Curar (Samuel Hahnemann), parágrafos 20 e 21. Escritos Menores (Obras completas de Samuel Hahnemann) – R. E. Dudgeon – Capítulos: Ensaio sobre um novo princípio para se determinar os poderes curativos das drogas; A Medicina da Experiência; Espírito da Doutrina Médica Homeopática.

Individualização – Este corolário completa a cadeia lógica de procedimentos necessários à aplicação da Lei dos Semelhantes: Conhecida a droga precisamos conhecer o indivíduo, para sabermos que drogas aplicar em quais indivíduos.

À técnica de reconhecimento do conjunto de sintomas característicos de um paciente num determinado medicamento e à técnica de uso desse medicamento chamamos de “Tomada do Caso”.

Dinamização – É o chamado princípio do infinitesimal ou das pequenas doses. Pode ser tomado como um corolário do Vitalismo: Para atingirmos, tratarmos a força vital, dinâmica, imaterial, fazemos uso do poder medicamentoso, também imaterial, dinâmico das drogas. Esse poder imaterial curativo dos medicamentos já antes havia sido intuído por Paracelsus e está de acordo com a física newtoniana, a filosofia de Leibnitz e a física quântica de hoje.

O Ser Humano Total – Hahnemann mantém na Homeopatia o princípio médico e filosófico da visão global do ser humano, princípio hipocrático que se havia perdido no decorrer da história médica ocidental e que é o princípio fundamental médico e filosófico da cultura oriental, o Princípio Único.

Visão do ser humano como um todo, indivisível, interação e não soma das partes. Uma patologia é o reflexo de um todo e nele contida, nunca produto da alteração de uma parte isolada desse organismo.

Medicamento Único – Necessário ao atendimento a cada momento do indivíduo de sua unidade indivisível. Também é uma consequência lógica da técnica de experimentação dos medicamentos, pois, experimentamos uma droga de cada vez, isoladamente, constituindo-se cada uma delas em um todo correspondente ao todo indivisível do organismo para um dado momento. Para cada momento do paciente um só medicamento.

Para fins de consulta, ver parágrafos 273 e 274 do Organon da Arte de Curar.

Miasmas – Concepção hahnemanniana da doença quanto à causa, ao contágio e à terapêutica e que abrange tanto a doença crônica quanto a aguda.

Hahnemann, já nas duas últimas décadas de sua vida, faz um completo estudo das doenças em geral, com uma proposição nosológica, completado por uma proposição de causas e por uma terapêutica específica consequente. Não se pode fazer Homeopatia hahnemanniana sem atender às especificidades desses estudos.

Para fins de estudo, ler: Doenças Crônicas – Sua Natureza Peculiar e Sua Cura Homeopática. Samuel Hahnemann. (Tradução da segunda edição alemã – 1835; quarta edição brasileira – 1996. GEHSP).

 

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