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Medicamentos Homeopáticos

Apresentação e Uso

É comum ouvir entre as pessoas que não conhecem a homeopatia, dizer que ela trata com chás ou que é uma medicina de ervas (fito terapia). Tais afirmativas em hipótese alguma correspondem à verdade.

Também é muito comum considerar as vacinas como medidas homeopáticas. Neste caso trata-se de isopatia (método de prevenir ou curar determinada doença pelo mesmo agente que a produziu, pelo igual e não pelo semelhante, como é na homeopatia).

Outro método terapêutico usado é a alopatia ou heteropatia, que utiliza substâncias diferentes para combater uma determinada doença. A antipatia ou enantiopatia se utiliza de medicamentos que produzem sintomas contrários ao da doença, segue a lei dos contrários, difundida por Galeno (materia pecans,), por exemplo: antibióticos para combater infecções bacterianas; antitérmicos para baixar a febre; antidepressivo para a depressão… todos esses métodos terapêuticos agem de forma paliativa, superficial, com retorno das queixas após determinado período, contribuindo para o aprofundamento da doença.

Teoricamente qualquer droga, substância ou material pode se transformar em medicamento homeopático, desde que seja preparada de acordo com as regras da farmacotécnica homeopática, que exporei resumidamente a seguir. Mas não basta preparar os medicamentos de acordo com os métodos homeopáticos, para o correto emprego deste medicamento. É preciso que ele seja experimentado no ser humano são previamente, e que desta experimentação resulte uma matéria médica (compilação de sintomas) adequada. É por esta razão que os médicos homeopatas fazem distinção entre os termos medicamento e remédio.

Medicamento é toda substância com propriedade terapêutica, ou seja, as quais os seres vivos são sensíveis de alguma forma, em algum grau.

Remédio é aquilo que pode debelar uma doença: medicamento que cura ou alivia. Para o paciente só é remédio aquele medicamento que, após a administração, veio a curá-lo. São remédios as substâncias ativas (medicamentos) e as demais manifestações capazes de levar alguém à cura, mesmo aqueles não materiais ou inexplicáveis, como um susto, alterações cósmicas, etc.

Medicamento homeopático é a substância que se prescreve ou se aplica como remédio seguindo a lei dos semelhantes, mas que foi experimentada no ser humano são, portanto, que tem uma patogenesia. Entretanto nem todos os medicamentos de uso homeopático foram experimentados no ser humano são; alguns deles são de uso empírico, com semelhança etiológica, como os nosódios (a esses medicamentos Hahnemann fazia severas críticas, ver nota do parágrafo 56 do Organon da Arte de Curar).

Os medicamentos homeopáticos têm sua origem basicamente nos três reinos da natureza: O reino vegetal é sem dúvida o que fornece maior quantidade de matéria prima para a homeopatia, seja usando as plantas inteiras ou partes delas, como raízes, folhas, córtex, esporos, sumos, etc., exemplo: Bryonia alba, Aconitum napellus.

O reino animal é o que fornece menor número de medicamentos, mas o valor deles é tão considerável, que não se pode negar que sejam dos mais importantes da matéria médica, como por exemplo, Apis mellifica, Lachesis, etc.

O reino mineral fornece metais e metalóides para o preparo de excelentes medicamentos. Muitos são os ácidos, bases e sais utilizados na terapêutica homeopática. Exemplo: Ferrum metallicum, Phosphorus.

Pela importância do valor dos medicamentos os três reinos de origem se equivalem; pela quantidade, porém, pode-se ordená-los: vegetais, minerais e animais.

Existem também os preparados homeopáticos, exemplo: Hepar sulphuris.

Os medicamentos homeopáticos podem ser ainda classificados em:

Nosódios – São os medicamentos preparados com produtos de secreção ou excreção patológica de animais ou vegetais, exemplo: animais – Luesinum. Vegetais – Secale cornutum. Também são nosódios os medicamentos preparados com organismos patológicos, toxinas ou partes de órgãos doentes, como: Menigococcinum, Diphterotoxinum, etc. (Esses produtos são empregados de maneira equivocada na tentativa particular de isopatia, que para Hahnemann não existe, pois, a dinamização modificaria o medicamento de igual para semelhante, além de não cumprirem a premissa da experimentação no ser humano são, a mesma observação serve para os auto- nosódios e os organoterápicos).

Sarcódios – são medicamentos preparados a partir de secreções fisiológicas de animais ou vegetais, exemplo: Vegetais – Opium; animais – Sepia succus, Lachesis, Lac caninum, etc.

Os medicamentos homeopáticos são preparados por um processo especial descrito por Hahnemann no parágrafo 269 do seu Organon da Arte de Curar, e no prefácio ao quinto volume do seu livro “Doenças Crônicas”. É o processo de dinamização que consiste na liberação da energia dinâmica dos medicamentos por intermédio de vibração molecular (sucussão ou trituração). Um cientista no início do século XX, Albert Robin, em 1905, escreveu: “O medicamento não age pela sua massa e sim pelo seu dinamismo”.

A sucussão consiste na agitação do medicamento após cada diluição. É feita, na técnica homeopática hahnemanniana pura, agitando-se o frasco cheio ao terço no sentido vertical e batendo-o contra um anteparo duro semi-elástico (ex: um livro grosso), com uma altura de aproximadamente 30 cm.

As triturações são realizadas em almofariz (espécie de cuba de porcelana), com pilão e espátula também de porcelana, usando-se para triturar açúcar de leite (lactose). A trituração tem como finalidade tornar uma substância insolúvel em solúvel. Esta foi mais uma das grandes descobertas de Hahnemann.

A diluição é utilizada com o intuito de atenuar a concentração material do medicamento, como explica Hahnemann no prefácio da 5º edição das Doenças Crônicas: “… a fim de que as propriedades medicinais ainda latentes em seu interior possam ser ainda mais excitadas e desenvolvidas, deve, primeiramente, sofrer mais uma atenuação para que a trituração ou sucussão possam penetrar mais intimamente na própria essência da substância medicinal, permitindo assim a liberação e a exposição da parte mais sutil dos poderes medicinais que estão mais profundamente ocultos, o que não poderia ser efetuado por qualquer montante de trituração ou de sucussão de substâncias em sua forma concentrada.”

O medicamento homeopático é preparado segundo uma escala e um método pré-determinados, informando as diferentes concentrações (diluições) a que são levados os medicamentos durante a sua preparação. As escalas hahnemannianas são a centesimal, representada pela letra C; e a cinqüenta milesimal, representada por/50.000 precedida pela potência que se deseja em algarismos romanos, ex.: VII/50.000.

A escala decimal foi introduzida na homeopatia por Hering (discípulo americano de Hahnemann), porém é pouco utilizada.

Os métodos de dinamizações existentes são: Hahnemanniano ou dos frascos múltiplos, é manual; Korsakoff ou do frasco único, também é manual; Fluxo contínuo, é através de máquina, utilizado para potências muito altas.

Os medicamentos homeopáticos são escritos segundo os ensinamentos de Hahnemann, que adotou a língua latina. A grafia é a aprovada e reconhecida pela Liga Homeopática Internacional, sendo o seu uso internacionalmente obrigatório em homeopatia.

Suas regras são as da nomenclatura botânica, ou seja, um substantivo exprime o gênero e é seguido de um ou mais qualificativos que lhe caracterizam a espécie. Há medicamentos unicamente expressos pelo substantivo (ex: Phosphorus). Há ainda medicamentos com o nome dos seus criadores, porém a maioria dos medicamentos possui dois nomes, quer sejam animais, minerais ou vegetais.

No caso de nome tradicional do medicamento é facultado usar somente o nome da espécie, omitindo-se o gênero: Belladonna, em vez de Atropa belladonna.

É necessário observar que não existe acentuação nos nomes latinos e eles devem ser escritos sem o aportuguesamento: Lycopodio, Mercurio… São erros, como também escrever Nux vômica, Calcária carbônica etc. Entretanto é muito comum encontrar esses enganos entre os homeopatas.

O primeiro componente escreve-se com a primeira letra em maiúsculo. Os demais componentes com a primeira letra minúscula. Deve-se sublinhar ou escrever em negrito para que os destaque do texto.

Nas receitas médicas, o nome do medicamento deve ser sublinhado, seguidos de um ou mais algarismos, formando um número e antepostos do símbolo da escala que se deseja, ex.: Bryonia alba C12, onde o medicamento foi preparado pela escala centesimal até a 12º potenciação.

O medicamento homeopático tem três formas farmacêuticas de mais uso em nosso meio: glóbulos, gotas e poções. Há ainda outras apresentações de menor uso e quase não encontradas como os pós (papéis), os tabletes (comprimidos), e as pomadas, estas só se de medicamentos dinamizados. As apresentações injetáveis não são formas farmacêuticas homeopáticas e sim antroposóficas ou outras.

Os glóbulos são preparados com sacarose (açúcar de cana). Os tabletes são preparados com açúcar de leite, lactose, assim como os pós para os papéis.

As gotas são preparadas em soluções alcoólicas a 30% e as poções a 5%. Para essas preparações as boas farmácias usam água bi-destilada em destilador de vidro e álcool de boa qualidade de cereais ou de cana de açúcar. Quando na prescrição de uma poção vem indicado X/XXX/15 significa que a farmácia deverá diluir 10 gotas do medicamento em 30 gotas de álcool e 15ml de água.

As formas mais comuns de uso do medicamento homeopático são a via oral (pela boca), e a olfação (apenas cheirando o medicamento).

As gotas e os glóbulos podem ser usados diretamente na boca ou diluídos em água pura, sem adições de cloro ou flúor (água mineral ou de fonte e não sulfurosas, não radioativas e sem gases). São suficientes e usuais dois glóbulos ou dois gotas a cada vez e deve-se ter em mente que na prescrição homeopática, a quantidade de glóbulos ou de gotas não tem maior importância, devido à alta dinamização (energização) do seu preparo.

A olfação se faz cheirando-se o frasco aberto de qualquer das apresentações do medicamento, durante uma inspiração comum, a mais ou menos 10 cm das narinas. É a forma mais leve de ação do medicamento e indicada em pacientes muito sensíveis ou enfraquecidos.

A repetição de doses durante um tratamento homeopático só deve ser feita por indicação médica e fazendo-se com que essas doses sejam ligeiramente diferentes umas das outras energeticamente, o que na prática se faz pela sucussão (agitação) dos frascos de gotas ou poção, batendo-se o mesmo contra uma das mãos verticalmente por 4 a 5 vezes energicamente a cada tomada das doses e no caso do uso dos glóbulos, pelo método plus que consiste em dissolver 2 glóbulos ou 2 gotas da medicação a ser dada em meio copo de água e, dessa solução, tomar uma colher das de chá de 10 em 10 minutos, ou em intervalos ainda mais curtos de acordo com a gravidade de cada caso, por 30 minutos ou pelo tempo determinado pelo médico. Antes de cada tomada agitar bem a solução, mexendo com uma colher de chá, como quem mexe um cafezinho. Usar, se possível, a mesma solução por até 48hs, deixando-a guardada em local aberto e arejado, com um guardanapo cobrindo.

O uso do plus está indicado quando se deseja repetir doses a curtos espaços de tempo, pois, a repetição de doses com freqüência e sem modificações energéticas faz com que o organismo possa vir a rejeitar as doses, ou reagindo contrariamente a elas ou não tomando conhecimento do medicamento. O método plus procura diferenciar energeticamente as doses, de tal forma que pareçam diferentes estímulos ao organismo. Pela diluição em plus, o medicamento libera ainda mais o seu poder medicamentoso, podendo de certa forma ser considerado mais forte do que as gotas ou glóbulos de sua origem.

Como toda e qualquer apresentação medicamentosa homeopática, o plus deve ser protegido de contaminações exteriores, como pelo pó, de radiações como as eletromagnéticas de rádios, TV, luz fluorescente, celulares, microondas, computadores… Como também do calor e da luz solar direta e de odores fortes, como de perfumes, cigarro, material de limpeza, cânfora e outros.

Cuidados a serem observados

O tratamento homeopático, por agir energeticamente, quase ou sem ações químicas diretas, se faz de forma extremamente sensível à interferência de outras energias que não a do medicamento prescrito. Assim, o paciente, na vigência do tratamento deve cuidar, entre outras das seguintes situações:

- Evitar o uso de fluoretos (como o contido em pastas de dentes, água encanada, água de piscinas, etc.).

- Não usar e não terem em casa produtos que contenham cânfora, como algumas pomadas de uso em contusões e certos medicamentos descongestionantes nasais e expectorantes (assim anunciados) e também álcool e pomadas ou cremes canforados usados por cabeleireiros e esteticistas. A cânfora é um dos maiores antídotos dos medicamentos homeopáticos.

- Não freqüentar balneários ou estações de águas sulfurosas, ou seja, de regiões vulcânicas, ricas em enxofre. Não freqüentar praias ou balneários com fontes ou areias radioativas.

-Não ficar sob a ação nem deixar os medicamentos próximos de fontes de energia radiante, como é o caso dos aparelhos eletromagnéticos, como os rádios, televisores, telefones celulares e fornos a microondas, dos quais se deve guardar distância suficiente.

-Guardá-lo em local fresco e ventilado.

- Guardá-lo longe de perfumes, inseticidas, materiais de limpeza, incensos, ou outras substâncias de cheiro forte.

- Manter o medicamento fora do alcance das crianças.

- Separar os glóbulos nas tampas e não derramá-los nas mãos para separar apenas dois glóbulos, como geralmente é feito. Desprezar as sobras de conta-gotas, não as devolvendo para o frasco novamente.

-Para armazenamento a domicílio ou para transporte familiar, usar cesta de vime sem pintura ou verniz ou outro tipo de embalagem sem cheiro, ventilada, resistente ao choque e que proteja da luz direta.

- Não fazer uso de alimentos que contenham, conservante, enxofre ou seus óxidos conhecidos pela sigla PV.

- Não se submeter a quaisquer outros tratamentos, terapias ou mesmo tratamento dentário, sem antes consultar seu médico, a não ser em casos de extrema urgência. Não se submeter a exames de RX ou ultrassom sem esse contato com seu médico.

- O uso de medicamentos de indicação não homeopática, como os analgésicos, antitérmicos, relaxantes musculares, ou assim ditos por suas indicações de bula, pode e quase sempre interfere no tratamento homeopático. O uso de antibióticos, sulfas e corticosteróides não só interfere no tratamento, como faz cair perigosamente a resistência do organismo, além de possíveis outros efeitos indesejáveis.

- Não buscar a prescrição de balcão nas farmácias, prática tão costumeira em nossa cultura, pois o profissional farmacêutico está habilitado e capacitado única e exclusivamente para sua função de farmacêutico, podendo comprometer gravemente a saúde do paciente. Tal prática incorre no exercício ilegal da medicina, é criminosa.

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